A leitura é o meu poder

 Uma escolha do encarregado de educação
 Luís Brandão
Uma Pequena História do Mundo, E. H. Gombrich, Tinta da China Edições
    Uma obra que abarca toda a evolução histórico-cultural, se não mesmo político-social, do mundo em que vivemos, numa perspectiva unitária de sociedades que se entendem tão discrepantes. “Uma Pequena História do Mundo” leva-nos a viajar por séculos e séculos de História num meio de transporte bastante diferente do utilizado no ensino escolar; mais do que grandes feitos históricos, este livro procura deleitar-nos com curiosidades e pequenos pormenores, aproximando-nos, mais do que nunca, de tudo aquilo que existiu antes de nós.
    Uma pequena história, perfeitamente adequada à geração jovem, que expõe numa linguagem simples, no entanto eloquente, todos os desenvolvimentos do mundo e as demais curiosidades e lendas que lhes estão associadas. É, sem qualquer sombra de dúvida, uma obra interessante, de leitura fácil, que possibilita o alargamento cultural de qualquer jovem.
    Utilizando uma forma de expressão simples e actual, este livro cativa qualquer leitor jovem, pois diverte-o, enquanto o enriquece. É, de facto, uma obra recomendável. 
    (Este texto não segue o AO 1990)


     por Suzana Sousa  - representante da APEE  Logotipo site
    “Jovens Brilhantes, Mentes Fascinantes” do Dr. Augusto Cury
    Um manual de sobrevivência para adolescentes stressados, diz o autor, mas para mim funcionou como uma espécie de “ Manual de instruções”, aquele manual que não vem com os nossos filhos quando nascem, o manual para nos ajudar a saber como funcionam, o que fazer e quando fazer, além de nos transportar à nossa adolescência também.
    Para nos ajudar como pais e educadores, a lidar com os desafios que vamos tendo ao longo do seu crescimento, de como lidar com as exigências, como dizer Sim e dizer Não, da maneira como podemos ajudar os nossos jovens a conseguirem crescer saudáveis, a tirarem maior partido das suas fraquezas, de transformarem as suas derrotas e perdas em ganhos, enfim, conseguirem superar todos os medos e serem homens bem formados no futuro.
    Aprender a disciplinar a mente é ,sem dúvida, uma mais-valia para o armazenamento do conhecimento e, na era em que estamos rodeados de todo o tipo de tecnologia de topo e em constante evolução, quando o ontem já é passado, precisamos saber fazer um arquivo memorial, para não andarmos perdidos quando necessitamos de utilizar um determinado “saber”, e não desperdiçar a nossa mente.
    Ajudar os jovens mais tímidos e fracos a tornarem-se fortes, ensinar os intocáveis a respeitar e reconhecerem que sós nada valem, faz parte de todos e tudo é uma questão de educação, de ensinamento e de crescimento.
    Ensinar que as vitórias só têm sabor se forem conquistadas, assim como as derrotas se forem merecidas.
    “Ao escolher não tenha medo falhar, … quem vence sem riscos, vence sem glória!”
    Aconselho a leitura a todos os Jovens adolescentes, mas principalmente a todos os pais, tutores e educadores, para que o único caminho dos  dos nossos FILHOS, seja o sucesso!

    Uma escolha da professora bibliotecária:
    Helena Espírito Santo

    PEIXOTO, José Luís - Dentro do segredo : Uma viagem na Coreia do Norte. Lisboa, 2012. 236 p. . ISBN 978-989-722-060-8
    Gosto de ler José Luís Peixoto mas não sou propriamente o que se chama uma fã.
    Lia algumas crónicas, é certo, mas foi o livro Dentro do segredoUma viagem na Coreia do Norte que despertou a minha atenção. O tom da narrativa de viagens é agradável e facilmente nos transportamos para os espaços e situações que o narrador vai relatando.
    Contextualizando: em 2012, o governo norte-coreano assinalou de forma grandiosa o centenário do falecido ditador Kim Il-sung, pai do regime comunista que controla o país desde 1948. Estas festividades foram marcadas com a possibilidade de alguns ocidentais poderem visitar o país e José Luís Peixoto não desperdiçou a oportunidade, integrando assim The Kim Il-sung 100th Birthday Ultimate Mega Tour. Visitar um país isolado do mundo foi um desafio ganho para Peixoto.
    Da leitura da obra, marcaram-me a grande parada geométrica e autoritariamente definida, o não poder olhar para certos edifícios que significavam pontes com o ocidente, o modo simples e efusivo como as pessoas se divertiam, o acolhimento feito a Peixoto por crianças simples, desnudas e sujas numa aldeia onde era suposto ele não poder parar e a sempre vigilante omnipresença dos guias sorridentes, as fotografias da praxe… e sobretudo a passagem, já no final da viagem, “Naquele momento, a China era o símbolo da liberdade. Chegar à China, significava chegar ao mundo livre.”
    Viajar para o desconhecido sem poder fotografar à vontade, sem poder levar um livro que fosse… (mas ele levou!) foi uma experiência que gostei de acompanhar e que, por isso, recomendo porque a liberdade que hoje temos por garantida pode deixar de existir.
    Uma escolha do docente: Abílio Manuel Figueira)
     Heminsley, Alexandra, Correr não é para meninas, Lisboa: ASA, 2014.
    Julia apareceu no dia da prova com um ar estridentemente feminino, a despeito das restrições. “Não me ia mascarar de homem”, disse ela. “Eu era como era.” Pôs uma bandolete, um fato de corrida com saia, ténis de atletismo e um colar com uma cruz. Um juiz pediu-lhe que fosse embora. Ela recusou-se.
    - Sou rapariga, tenho saia, o cabelo arranjado, batom e vou correr.
    E correu mesmo. Embora a Federação de Atletismo Amador não fizesse tenções de a apoiar, a multidão que assistia – e os atletas do sexo masculino – apoiou-a. “O primeiro tipo por quem passei disse-me VAI-TE A ELES, RAPARIGA”, lembra-se ela. Terminou a corrida com um tempo mais rápido do que dez homens – assim diriam os resultados da prova, se o tempo tivesse contado.
    Parece que todos os escritos e eventos sobre corrida ou caminhada,têm ligação umbilical à saúde, à sua prevenção, à sensibilização para rastreios de doenças em tempo útil e à união de esforços para juntar recursos de apoio a doentes e luta contra as doenças.
    Aqui, enquanto escrevo sobre o livro CORRER NÃO É PARA MENINAS, assisto em directo (18 de maio), na TV, à edição de 2014 da Corrida da Mulher, desta feita com a atleta portuguesa Sara Moreira a chegar em terceiro lugar, depois de ter lutado até ao fim com duas africanas que terminaram a prova tão lado a lado, que a incerteza nos seus rostos sobre qual delas terá vencido, se sobrepôs à fadiga instalada depois destes 10km.
    Porque correm estas mulheres? Porque correm as pessoas, sendo que na multidão de corredores, muitos são mulheres?
    Alexandra Heminsley, jornalista, escritora e corredora, inicia a apresentação desta obra, contando como lidou com diferentes emoções, desencadeadas por um episódio ocorrido no seio familiar, quando o seu cunhado foi operado de urgência ao coração, precisamente na véspera do nascimento do seu sobrinho. As 72 horas vividas com a sua irmã, desde o internamento do marido ao nascimento da criança, e a semana seguinte, até à sua participação na Meia Maratona dos Príncipes Reais em Londres, contribuíram para acumular tantas tensões, que estas determinaram de forma especial como correu os últimos 13 kms daquela corrida, mas também como passou a olhar para a corrida até aos dias de hoje.
    Aqui, na Corrida da Mulher continuam a chegar à meta, centenas de mulheres, entre elas Rosa Mota, campeã olímpica da maratona, enquanto os comentários televisivos se referem aos novos tratamentos do cancro da mama, à necessidade de fazer o rastreio e à importância de adoção de hábitos de vida saudável. A corrida, uma vez mais, foi motivo de saúde.
    Mas Alexandra Heminsley, leva a melhor nesta minha corrida contra o tempo de que disponho para escrever sobre este livro (era para ontem) e as emoções que a autora, enquanto mulher e atleta vive nesta Meia Maratona em Londres, dão-nos respostas para o que até aí podíamos não entender. Percebemos tudo. Todos podemos perceber tudo. Que é sempre possível avançar, apesar do que nos espera ao virar de cada esquina. Compreendemos tudo com a corrida. Que não se corre porque se deve, mas porque se pode. E precisamente porque se pode, devemos fazê-lo. Correr para experimentar todas as emoções ao vivo, de nós mesmos.
    Na televisão, ouvimos agora um comentador desta Corrida da Mulher dizer que o importante é não ter medo. As mulheres não devem ter medo do rastreio do cancro da mama. Tal como não precisam de ter medo de enfrentar a primeira corrida. Correr está do lado do desafio da vida e não do lado do medo. Afinal nascemos ou não para correr? Ou renascemos quando corremos? Esta é a descoberta que a autora nos apresenta. Voltar a ser menina, regressar ao desejo do toque para o recreio, olhar ansiosa para o relógio da sala de aula, sair depressa e correr só correr. Como meninas e como meninos. Porque correr é para todos, prá menina e pró menino. Porque se não nascemos para correr, podemos correr para renascer.
    Em CORRER NÃO É PARA MENINAS, Alexandra Heminsley, explica em cada capítulo como correr, o que vestir, com quem correr, a participação em maratonas, que também há lesões… Explica tudo. Tim tim por tim tim. Por palavras, por emoções. Que a correr percebemos tudo, mas sobretudo ficamos a saber porque é que CORRER É PARA MENINAS. E já agora, também para meninos.
    Strapi, Marjane, Persépolis, Lisboa: Contraponto, 2012.

    Luís Brandão (encarregado de educação)

    O testemunho, na primeira pessoa, de uma vítima
    e espectadora do crescimento de um dos regimes mais repressivos do século XX é-nos possibilitado por Marjane Satrapi, que optou por contar ao mundo a sua experiência. Não obstante para tal ter sido utilizada a Banda Desenhada, esta obra chama a atenção pela riqueza da sua informação e pormenorização, permitindo-nos desenvolver uma visão diferente de problemas que, infelizmente, ainda assolam vários países.
    É uma obra muito enriquecedora, que relata o dia-a-dia de uma criança, no seio de revoluções, mortes e repressão intelectual, forçando-nos a acompanhar o seu crescimento, até se tornar numa mulher com fortes opiniões, decorrentes dos vários regimes sócio-políticos por que passou. Marjane Satrapi estudou não só no Irão, mas também na Europa, o que lhe possibilitou uma comparação chocante, e com resultados inesperados, entre duas sociedades alicerçadas em valores discrepantes.
    Mais do que um relato de acontecimentos políticos, esta obra transporta-nos para um mundo onde a música rock é considerada ilegal e os bombardeamentos são normais, alertando-nos para as assimetrias estaduais e sociais que ainda vigoram.
    De uma forma ironicamente divertida, Marjane Satrapi consegue transmitir-nos realisticamente uma experiência de vida única e, acima de tudo, uma grande comparação e crítica a duas sociedades distintas. O leitor sente-se envolvido na história e não consegue deixar de acompanhar todas as transformações psicológicas da personagem.

    Uma obra aconselhável, que nos alerta, de uma forma incrivelmente eficaz, para problemas de que ouvimos falar, mas que, na realidade, não conhecemos. Com uma linguagem simples, jovial e bastante atractiva, Marjane Satrapi leva-nos a reconhecer que os valores da tolerância e liberdade ainda não são universais.







    Giono, Jean - O homem que plantava árvores. Oeiras: Marcador, 2012

    por Cristina Paiva (docente)
     Sempre que entro numa livraria, tenho a tendência de procurar as novidades, tal como qualquer leitor interessado em acompanhar o mundo literário. Naquela mesma tarde, também procurava novidades nos escaparates, contudo foi um pequeno livro que me chamou a atenção: «O Homem que Plantava Árvores», de Jean Giono. Desconhecia até àquele momento o nome do autor francês de finais do século XIX, mas o interesse cresceu quando li o comentário inserido na capa «Uma história inesquecível como O Principezinho de Saint-Exupéry e Siddharthade Herman Hesse.». De imediato, aproveitei os escassos minutos de que dispunha para ler a sinopse na contracapa e fiquei, de imediato, curiosa. Afinal, todos os leitores que ficaram tocados pela leitura de O Principezinho, procuram com alguma insistência histórias que os transportem tanto como aquela transportou e deem algum sentido à vida como aquela trouxe à de tantos jovens e adultos por esse mundo fora.
       Após a compra compulsiva da obra, as expetativas foram enormes e, de modo algum, defraudadas. A história narrada na primeira pessoa conduz-nos a uma região ancestral dos Alpes, até um lugar inóspito, onde o narrador encontra um pastor solitário que plantava bolotas esperando que nesses lugares crescessem carvalhos. Esperava fazer crescer também bétulas e faias. Apesar de a primeira guerra mundial ocupar o narrador jovem, esta não perturbou o pastor que continuava solitariamente a plantar árvores e a esperar que estas crescessem. Assim, quando o jovem regressou àquele lugar inóspito, em vez da paisagem desoladora inicialmente encontrada, este encontrou árvores e o seu plantador. Tal como ele constata, «os homens podem ser tão eficazes como Deus». Só que a acção daquele homem não se restringira à mera plantação de árvores, pois todo o ecossistema tinha sofrido alterações. Que alterações? O que acontecerá àquele local? Que mensagem se pode retirar da acção daquele homem? Só a leitura da obra poderá trazer as respostas, especialmente a quem procura um livro interessante. Se juntarmos a história a um estilo simples e a uma linguagem clara e despida de grandes artifícios, temos os ingredientes perfeitos para uma boa e retemperadora leitura.
       Assim, nestes longos dias de inverno todos poderão aproveitar o tempo para uma história com uma extraordinária lição de vida. E que bem que nos fará nos momentos conturbados em que vivemos


    FERRI, Jean-Yves ; CONRAD, Didier - Astérix entreos Pictos. Lisboa : edições ASA, 2013
     por Mercília Francisco (docente)
     Desta vez, tenho quase a certeza de que não terei sido a primeira a ler o “novo” Astérix, todavia quis partilhar contigo as minhas impressões de leitura:
    Conheci os “PICTOS”, com gente boa e gente má, manipuladores e manipulados, estes, à espera de uma brecha de verdade e coragem para se libertarem.
    Aplicaram a um “Picto” uma maldade à prova de gelo, desconhecendo a força da amizade, da solidariedade e do amor capaz de o derreter. Faltavam as palavras ao nosso “Picto”, arranjou outra forma de se expressar, mas quando as palavras se soltavam tudo ficava mais fácil e tudo fazia sentido.
    Astérix e os Amigos avançaram sem medo, às vezes destemidos em demasia e desmesuradamente celebraram vitórias, encontros, casamento, o bem sobre o mal.
    Em cada quadradinho nos revemos, revemos outros e colorimos a nossa leitura/ vida.
    Porque ler é poder aproveita a poção mágica e começa.
    Vai um quadradinho? Requisita o livro, não hesites!

    SANTOS, José Rodrigues dos / A Mão do diabo ; Lisboa : Gradiva, 2012.

    por Lina Vieira, Assistente operacional
    Um dos últimos livros que li, e  de que gostei em particular, foi A Mão do Diabo de José Rodrigues dos Santos.
    Não tão ficcional e romanceado como os anteriores (em minha opinião) mas com uma grande dose de informação sobre esta crise que nos ataca e estamos a viver. Imperdível para quem queira perceber e entender o estado atual e modo de funcionamento das instituições e poderes políticos instituídos. Agrada-me acabar de ler o livro e ter recebido informação sobre matérias que não dominamos a 100% e José Rodrigues dos Santos, com a sua base jornalística e de investigação, não deixa passar.
    Relativamente ao tema, bem… não podemos certamente alegar que o mote base deste livro não é interessante, afinal de contas, é sobre NÓS!
    Mostrando que o passado responde a diversas questões do presente e associando diversos acontecimentos dos tempos modernos que ficarão, eles próprios, certamente gravados na História, José Rodrigues dos Santos traz-nos, mais uma vez, o historiador Tomás Noronha - agora, um dos muitos (e muitos) desempregados do nosso país.
    A descrição embora pesada e baseada sobretudo em diálogos, é simples e fácil de compreender até para leigos de economia e finanças. A revolta vai crescendo à medida que avançamos no livro e sinto sinceramente que vejo as coisas (que já eram bem feias) de olhos ainda mais abertos.
    Apesar de este livro ser considerado ficção (ou "ficção" como o próprio autor diz), a maior parte dos leitores não deverá ter dificuldades em encontrar paralelo com o que lê na comunicação social e considerar verdadeiras (ou muito possivelmente credíveis) as situações que lá são descritas.
    _____________________________
    MÃE, Valter Hugo, A desumanização, Porto: Porto editora, 2013.

    por Mercília Francisco (docente)


    Terei sido a 1ª leitora da comunidade ESFRL a ler o último livro de Valter Hugo Mãe?


    O Livro saiu no dia 20 e escrevo este texto PARA TI no dia 21. Queres ser o 2º, 3º, 100ºª?
    Impresssões deslumbradas de um livro FANTÁSTICO…
    Nunca tinha visto/ compreendido a Vida assim: à beira de um fiorde sem perceber se o abismo era a queda ou a permanência em terra, numa família composta por uma mãe que se auto mutila e mutila a filha( sobra de uma irmã gémea que morreu) e um pai que tenta fazer poesia para entender e suportar a vida. “ O meu pai escreve poemas para descobrir aquilo que não sabe”.
    Da morte sabemos sempre muito pouco, tal como da vida mas “ a morte é um exagero. Leva demasiado. Deixa muito pouco.”
    A Halldora deixou muito pouco, nem o nome restou. “ Começaram a dizer as irmãs mortas. A mais morta e a menos morta”
    A menos morta engravida com 12 anos. Como? De quem? Violação, abuso, consentimento?
    É um assombro esta  gestação de uma vida num corpo de criança com palavras grávidas de poesia/violência/medo e incerteza.
    “Das irmãs mortas, afinal, eu era a menos morta e, grávida estava menos morta ainda.”
    E eu continuei suspensa. Três horas, foi quanto durou o meu halo por este livro sem arredar um pé até que as palavras me devolvessem terra firme
    “ A minha mãe prometeu-me que, enquanto eu dormisse, me tiraria a gravidez com borracha de desentupir canos.
    Pego-te pelas pernas ao alto e deito-te água a ferver para dentro. Empurro com um pau de vassoura. Até afogares os monstros horríveis que possam estar a viver dentro de ti. E eu pensei que o meu filho seria lindo”
    Será que era, foi?
    “Só os livros explicam tudo. As pessoas que não liam não tinham sentidos”.
    O pai de Halldora deixou de escrever porque deixou de entender o mundo. E ela?
    Hall viveu numa igreja tão rente ao abismo, tão ausente de Deus. Com ela vivia Heinar carregando uma amnésia que lhe baralhava a vida, até que recuperou a memória…
    “Leva-me daqui, por favor…” e três horas depois percebi que era tão mais fácil saltar para o abismo do que viver do lado de cá!

    Segue-me neste encantamento de palavras e atreve-te a ser o 2“º/ª leitor(a) de DESUMANIZAÇÃO  na E.S.F.R:L.
     

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